
- 14'Novembro | Sábado | 22:00 horas
Teatro: "Histórias para crianças mal comportadas", por Te-Atrito
a partir de textos de Jacques Prévert
Sinopse
Este espectáculo, com a duração de 30 minutos, foi construído a partir de textos de Jacques Prévert, escritor de culto em França, mas pouco difundido em Portugal. À imagem da própria obra deste autor, naturalmente dispersiva, e que passou pelas colagens, pela escrita de poemas, letras para canções, histórias para crianças, argumentos para cinema e peças de teatro para o seu grupo de teatro Octobre, este espectáculo é também dispersivo, partindo de uma colagem de vários textos, dramáticos, narrativos e poéticos (Cavalo numa Ilha, A Avestruz, Um Drama na Corte, Manhã Farta e Bairro Livre), que abordam temas como a liberdade, os direitos da criança, do homem e dos animais, o racismo, a desigualdade social, a fome, a criminalidade, a autoridade. Dois actores, a quem se junta um músico (saxofone alto e tambor), vão representando os diversos personagens e o cenário é apenas um banco. A simplicidade da encenação e da montagem do espectáculo pretende também aproximar o público da prática de um teatro acessível a todos.
Espera-se, depois do espectáculo, a tertúlia...
Livros de Jacques Prévert editados em Portugal:
Cenas, Uma antologia de textos teatrais de Jacques Prévert, Colecção e etc., Edições Culturais do Subterrâneo, Lda., Lisboa 2003
Histórias para Meninos Sem Juízo, Colecção Sésamo, Editorial Teorema, Lisboa 1998
Palavras, Edição Bilingue, Sextante Editora, Lisboa Novembro 2007 (1ª edição)
Em francês, as obras de Jacques Prévert são editadas pela Éditions Gallimard
Te-Atrito é um grupo de Teatro que assume o papel essencial dos actores nas opções estéticas e na construção das personagens que, por sua vez, vão definindo ensaisticamente a estrutura dramática das cenas. A liberdade criativa dos intérpretes na experimentação colectiva de ideias e textos e a simplificação dos figurinos, cenários e adereços permitem reforçar este propósito de centrar a acção no actor. Criado em Outubro de 2005, é formado por quatro teatro-amadores com experiências e modos de trabalhar diversificados. Actores, encenadores, dramaturgos, figurinistas – somos tudo isso. Porque estarmos todos e de todas as formas envolvidos no processo criativo não é apenas a sublimação conceptual do teatro pobre. É o teatro possível na liberdade que hoje é possível, com o que isso pode custar. A ti.